abrimos transparências nas palavras como quem esculpe pensamentos avulsos em estradas sem sentido. emudecemos incertos na espera de uma língua sem frestas abreviando a solidão em imagens que nascem onde a memória as pronuncia muito antes dos lábios. o enigma é uma morada redonda. e nós um eixo de pólos contrários. uma pálpebra que se abre e outra que adormece.
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