onde o chão se acaba

onde o chão se acaba




Sexta-feira, 4 de Novembro de 2011

.

.
por vezes há um relâmpago que se despenha despertando os rios subterrâneos. do silêncio concentrado das pedras profundas explode subitamente a idade do mundo. por isso acredito na luz que ilumina o sangue e não me conformo à estranheza da língua. à beira de um precipício a cegueira é condição dramática para alinhar os olhos na curva do vento. só se vê bem na claridade dos escombros.
.

Seguidores