.há vultos que são como homens tristes redesenhados pelo punho da eternidade. os olhos desfocados pelo risco inesperado de um espelho atravessado por uma sombra. estrelas silenciosas que amanhecem desejos humanos. como se tudo se passasse dentro de um sonho. reino sem corpo nem sal e um deus que segura o mundo.
há sempre alguém a acordar dentro de uma nuvem escura ou a morrer à beira de uma fonte. há sempre um lugar incendiado ao lado de uma estrada lavrada de orvalho. entre a deriva de um pensamento alto e os pés pregados no chão esgaça-se um caudal de tempo e um limbo de paredes brancas. tudo se reescreve a partir do primeiro dia. então diremos: afinal havia um céu cujas estrelas espelhavam o nosso nome.
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